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13 de abril de 2009

Natural Born Killers

natural_born_killers_ver2 “Natural Born Killers” são os “Bonnie & Clyde” modernos. a realização de Oliver Stone surpreendeu pela positiva e o argumento de Quentin Tarantino aguçou a narrativa, o produto final é um filme violento, sem tabus e extremamente sádico.

Oliver Stone presenteia-nos no filme com uma realização extremamente dinâmica, ângulos pouco utilizados e autênticos brilharetes cinematográficos. A acção e o sadismo são uma constante de um filme que só por si é já movimentado. não sendo a obra prima de Oliver Stone, “Natural Born Killers” é um must para os olhos dos espectadores. Inserem-se vários estilos fotográficos e vários estilos de realização. A acção tanto de desenrola a cores como a preto e branco e por vezes passa ao já velhinho monochrome, relíquias velhas mas ainda não esquecidas por certos realizadores.

Os actores são conhecidos no panorama hollywoodesco, Woddy Harrelson tem aqui provavelmente o seu melhor trabalho até a data, psicótico e com requintes de humor negro encara um dos melhores serialkillers que passaram pelo grande ecrã. Juliet Lewis ficou com a personagem mais difícil do filme, constante durante todo o filme, deixou-se levar não poucas vezes pelo overacting cuja personagem bem exigia mas onde a credibilidade muitas vezes foi posta em causa, desempenho razoável das restantes personagens secundárias, de notar Tommy Lee Jones extremamente peculiar no desempenho de uma personagem que normalmente não é o seu tipo.

O argumento de David Veloz baseado numa história criada por um dos mais irreverentes realizadores da actualidade, Tarantino, é convincente, os diálogos fluidos estão incluídos e referências à cultura pop americana também marcam presença. Embora não seja dos melhores argumentos do realizador, o resultado satisfaz plenamente, a referência Bonnie & Clyde está mais que presente. o sadismo inerente ao realizador também. A realização disfarça elementos menos bons do argumento e o argumento disfarça a fraca realização de certos locais. O resultado é uma masterpiece de um realizador que nos deu bem melhor antigamente do que nos dá agora.

Vale o bilhete

18 de fevereiro de 2009

Platoon (1986)

Realizador: Oliver Stone

Argumento: Oliver Stone

"I think now, looking back, we did not fight the enemy; we fought ourselves. The enemy was in us. The war is over for me now, but it will always be there, the rest of my days. "

Platoon é um dos melhores filmes que vi na minha vida, digo isto desde que o vi pela primeira vez... E o passar do tempo não muda a minha opinião!

A história desta obra-prima centra-se na rotina de um pelotão norte-americano durante a guerra do Vietnam contado pelos olhos de um rookie, Chris Taylor (Charlie Sheen), que desistiu da universidade para se alistar. Rhah (Francesco Quinn) quase que resume o filme como o conflito moral entre o Sargento Barnes e o Sargento Elias (interpretados magistralmente por Tom Berenger e Willem Dafoe, respectivamente) como uma luta pela "posse da alma" de Taylor.

O argumento é excepcional, visto que desenvolve as personagens sem falsos moralismos mostrando-nos o peso da anarquia de uma guerra no carácter dos soldados. Esta obra-prima tem, na minha opinião, uma das melhores cenas filmada, a morte de Elias ao som de Adagio for Strings de Samuel Barber. E tudo o resto fica bastante perto da perfeição, personagens secundárias, cinematrogafia, banda sonora...

Recomendo vivamente! Deveria ser obrigatório.