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20 de maio de 2009

Butterfly On The Wheel

Butterfly_On_A_Wheel Mike Barker regressa com este thriller um tanto quanto suave, depois de filmar A Good Woman, o realizador aposta num suspense suave, simples onde a força está essencialmente na direcção das personagens e na história a contar.

A realização a cargo de Mike Barker, não desanima o espectador, as cenas são brilhantemente filmadas, mas para género thriller à que reconhecer que vários ângulos de câmara lançam o filme para o patamar do género acção. penso que uma realização mais lenta e mais sóbria seria bem capaz de resultar, fazendo com que o filme fosse mais cativante, embora mais entediante. o realizador acabou por escolher os shots dinâmicos e transpõe o filme essencialmente para as massas, o que acaba por afundar o filme em “mais um do mesmo” género.

Estrelas conhecidas não faltam em BOTW, temos Pierce Brosnan, Maria Bello e Gerard Butler como personagens principais. Destaque essencial realmente vai para Pierce Brosnan num papel que realmente não é o dele, mas que independentemente de tudo este extremamente bem. Maria Bello continua com uma consistência agradável contudo nesta película continua ainda a dar o corpo ao manifesto, é verdade que não lhe retiro os atributos mas também penso que existe muito aproveitamento por parte dos realizadores em vê-la em posses semi – despidas. quanto a Gerard Butler, também este actor esteve extremamente bem não só a nível das situações impostas pela própria historia a personagem como também ao nível dos sentimentos que esta deixa transparecer.

O argumento foi uma surpresa, realmente BOTW não passa de um thriller suave, tem uma história simples mas inevitavelmente com um plot twist final. A história realmente é original, lembro-me de outros filmes em que já tenham feito mais ou menos a mesma storyline, mas o tema desta película é deveras interessante, embora infelizmente só conheçamos a big picture no final. Não desagrada, nem tão pouco aborrece e safa-se bem naquilo que pretende alcançar.

Vale o bilhete (provavelmente pelo final, é extremamente difícil adivinhar o que a storyline pretende alcançar, mas uma vez lá chegado a história da conta do resto)

12 de abril de 2009

Boy A

Um filme de John Crowley (2007)

Temos aqui a história da nova vida de um jovem adulto que foi libertado da cadeia onde esteve preso desde a infância. É o retrato magnífico de um drama humano onde poucos poderão dizer "been there, done that", onde ninguém se identifica e onde ninguém quer ser a pergonagem principal.
Apesar de a maior parte do elenco ser desconhecido, há dois actores a destacar: um deles é Andrew Garfield que nasceu para o papel de boy A, o outro é Peter Mullan que apesar de não ser uma presença constante no ecrã cria uma empatia transparente com Garfield.
A realização tem pormenores belíssimos e o filme tem um ritmo crescente - custa a arrancar e a agarrar mas a certa altura a acção acelera, o passado revela-se em flashbacks, a intensidade aumenta e tudo culmina num final marcante.

A ver num dia introspectivo.


Carla V.

3 de abril de 2009

Los Cronocrímenes [Crimes Temporais]


Ano: 2007
Realização: Nacho Vigalondo
Prémios:
- Black Tulip Award, Amsterdam Fantastic Film Festival (2008)
- Next Wave Award, Austin Fantastic Fest (2008)
- Best New Artist, Cinema Writers Circle Awards (2008)



O filme conta a história de um homem que se vê envolto numa estranha situação de viagens no tempo, crimes, e relações causa-efeito.


Mais uma vez o cinema espanhol a dar cartas. Neste caso, é um filme com um orçamento minúsculo, com um elenco reduzido (onde, diga, não há fartura de talento), mas com uma premissa óptima (perfeitamente concretizada) e com uma excelente realização (parece a rampa de lançamento para mais um grande realizador). Inicialmente pode-se tornar confuso, mas essa confusão, quando no decorrer do filme se dissipa, dá lugar a uma fantástica conclusão.

Não há muito mais a dizer sobre o filme. É simples, bom, e simplesmente bom.



Enjoy (com toda a certeza)

David o golias

12 de março de 2009

Son of Rambow [Filho de Rambow - Um Novo Herói]


Ano: 2007
Realização: Garth Jennings



O filme conta a história de um rapaz pré-adolescente que nunca tinha visto televisão. Ate que um dia vê um filme do Rambo…


Aqui esta uma hora e meia bem passada. Daqueles filmes de domingo a tarde, para toda a família, que entretém, comove e faz sorrir sem nunca ter pretensão para mais. E é aqui que o filme tem o seu ponto alto, no total despretensiosísmo com que se apresenta, tanto a nível dos actores (novinhos, mas que dão perfeitamente conta do recado), como da historia, como da realização (simples, mas com 2 ou 3 brindes pelo meio), como até da moral e dos valores que nos “impinge” no fim.


Daqueles filmes que demonstram não serem precisos milhões para contar uma boa historia de uma maneira original.



Enjoy (para renascer a criança que há em ti)

David o golias

11 de março de 2009

The Tracey Fragments - Os Fragmentos de Tracey


Ano: 2007


Realização: Bruce McDonald


Argumento: Maureen Medved


Já há algum tempo que tinha curiosidade em ver este filme. Primeiro, por contar com a participação de Ellen Page, actriz que, apesar de ainda ser bastante jovem, tornou-se uma das minha preferidas, graças ao seu desempenho em filmes como “Hard Candy” ou “Juno”. E também por o filme contar com uma banda-sonora da autoria da banda Broken Social Scene.


Ironicamente, nenhum destes dois elementos me surpreendeu muito (nem pela positiva nem pela negativa) e o que acabou por sobressair mais no filme foi a realização.

Devo começar por explicar a sinopse, que é bastante invulgar (e sou generoso ao usar esta palavra): o filme segue a história de Tracey uma adolescente de quinze que vagueia pela cidade na esperança de encontrar o seu irmão mais novo Sonny, que pensa que era um cão e encontra-se perdido. Nisto, testemunhamos a história passada e presente de Tracey, assim como os seus desejos e ilusões que ela vai confundindo com a realidade dolorosa que atravessa.

O argumento, a cargo de Maureen Madved (escritora do livro em que o filme se baseia), é essencialmente uma “pastiche” de vários momentos ou ideias, sem ordem lógica, que se seguem sucessivamente, na esperança de que, no final, quem vê o filme seja recompensado (ainda não li o livro, mas suspeito que siga uma linha narrativa semelhante na sua irregularidade). O realizador decide pegar neste retalho de momentos e filma-o…bem, como um retalho de imagens.

O mais surpreendente deste filme foi o passo arriscado que o realizador tomou ao deitar todas as regras convencionais pela janela fora. Apesar disso, Bruce McDonald consegue dar uma certa (mas não muita) solidez ao argumento, obrigando o espectador a prestar constante atenção ao mosaico de imagens (passadas e presentes, reais ou imaginárias) que constantemente se vai renovando com o avançar da história. Isto leva a visual único, que provavelmente não apelará a muitos (ou mesmo a todos), mas não deixa de ser um excelente (por vezes, brilhante) exercício de experimentalismo cinematográfico.

Quanto a Page, ela já conseguiu fazer melhor, mas há pequenos momentos que demonstram o seu talento como actriz. O mesmo se pode dizer da banda sonora, infelizmente muito minimalista, que raramente cativa ou envolve o espectador (destaque-se, porém, que o filme também conta com canções de artistas como Peaches, Foals e TheFemBots, entre outros).

Corre agora muito a ideia do cinema independente e a questão de como se classifica um filme independente... Este é, na minha opinião, o filme mais independente que já vi. De facto, tem todos os elementos para tal: um director estreante que toma riscos que o alienem do público, um elenco composto maioritariamente por desconhecidos (excluindo Page obviamente), música indie em demasia e um argumento carregado de características extrovertidas e inconsistentes.

“The Tracey Fragments” está longe de ser um grande filme (alguns poderão mesmo achá-lo péssimo), mas ganha pontos por ser único e visualmente marcante.

25 de fevereiro de 2009

Lars and the real girl


Realizador: Craig Gillespie

Argumento: Nancy Oliver

“Lars and the real girl” é um filme soft propenso a muitas gargalhadas, a realização a cargo de de Craig Gillespie ofereceu uma simplicidade pouco vista em filmes do género e o argumento de Nancy Oliver toca em temas difíceis que normalmente são resolvidos de maneiras extremamente simples.

Lars é interpretado por Ryan Gosling e de facto o papel cabe-lhe que nem uma luva o que consequentemente levou a uma interpretação brilhante por parte do actor. Devidamente acompanhado por Emily Mortimer que é mais uma estrela em ascensão em Hollywood e por Paul Schneider, o filme toma uma dimensão invejável em termos de ajuda ao próximo (Lars), praticamente impossível nos dias de hoje mas ainda possível em pequenas cidades e aldeias.

Aquela ideia de pequena “intervenção” feita na sala de estar por toda a família quando um dos membros tem um problema (drogas, jogo, etc…) toma em Lars and the real Girl uma dimensão gigantesca quando toda a cidade começa a intervir para ajudar Lars a atingir um objectivo que ele próprio ainda não sabe qual é. Não existem intrigas, nem discussões, simplesmente soluções.

Lars and the real girl é um filme simples, sem grandes artifícios e onde o humor e o drama se conjugam na perfeição. Não tenho necessidade de dizer muito mais, é um “must see”.

Vale o bilhete

22 de fevereiro de 2009

Planet Terror


Realizador: Robert Rodriguez

Argumento: Robert Rodriguez

Homenagem aos filmes de série B Rodriguez brilhou e brilhou tanto que conseguiu destronar Tarantino nesta mesma homenagem. “Planet Terror” tem tudo o que os filmes de série B têm, argumentos previsíveis, punch lines ridículas, situações duvidosas, humor negro quanto baste e catrefadas de sangue. “Planet terror” só pode ser uma relíquia se for mau (série B) e é mesmo isso que Planet Terror é, ridículo, tão ridículo que nos faz rir á gargalhada, Rodriguez fez o trabalho de casa, o realizador de “From Dusk till Dawn” captou a essência dos filmes do género e encaixou-os na perfeição em Planet Terror, temos de tudo desde fitas queimadas a perda de cor da película. É um filme cool e para os amantes do género o entretenimento será sem dúvida alguma garantido. Os actores são caras conhecidas, Rose Mcgowan que vemos no “Death Proof” de Tarantino a esmagar a cara contra o tablier do carro de Kurt Russell e uma das mais jovens estrelas em ascensão em Hollywood, Freddy Rodriguez de “Six Feet Under” e “Bobby”, todos estes tão acompanhados de nomes que vão desde Bruce Willis a Naveen Andrews outra estrela provinda da série “Lost”.

Tarantino ficou a perder no crash que houve entre as duas películas “GrindHouse”, Rodriguez explorou melhor o conceito de B movie e consequentemente o resultado mostrou-se no grande ecrã. A fotografia está demais e parece que estamos a assistir ao filme num drive-in americano.

O argumento a cargo também de Rodriguez é simples, rápido, divertido e cumpre os objectivos a que se propõem. As gargalhadas ficam mesmo para os aficionados do género e é preciso ver o filme com mente aberta e entender o género. Carla sei que vais comentar por isso contra-ataca.

Aproveito ainda para desejar a toda a equipa uma boa directa para a noite dos oscares.


"I've seen me a lot of weird shit in my day, but I ain't never seen a one-legged stripper. I seen me a stripper with one breast. And I seen me a stripper with twelve toes. I've even seen me a stripper with no brains at all, but I ain't never seen a one-legged stripper. And I've been to Morocco"

9 de fevereiro de 2009

The Mist


The Mist

Realizador: Frank Daranbot

Argumentista: Frank Daranbot baseado no livro de Stephen King

Habituei-me ao facto de que tudo o que venha de Frank Daranbot baseado num conto de Stephen king é bom e “The Mist” não foi excepção. The Mist é um drama que foca essencialmente a verdadeira natureza das pessoas no que diz respeito a situações extremas, o poder interior de auto-destruição e ajuda mutua em tempos de catástrofe. Frank Daranbot foge um pouco ao seu género de filmes, não por ser um drama mas sim por o filme roçar a ficção cientifica e o suspense, géneros em que Daranbont poucas vezes teve oportunidade para insurgir. A realização está excelente, Frank soube conduzir muito bem as personagens e a evolução das mesmas nota-se no ecrã. O filme abunda em personagens mas é interessante ver que são as personagens secundárias que levam o filme as costas, não por as personagens principais serem pouco conhecidas entre o grande publico mas sim pelo facto de que são as primeiras que vão influenciar as atitudes das segundas no decorrer da acção. Marcia Gay Harden é a personagem mais “vistosa”, esta (S)enhora que já merecia o Óscar tem mais uma vez um desempenho brilhante. Quanto a Stephen King, não tenho muita coisa a dizer, as pessoas conhecem-no pelo terror, eu conheço-o pelos dramas e a verdade é que este escritor não muda com o passar do tempo, aposta na ficção científica para retirar comportamentos emocionais em situações limite e o resultado acaba sempre por ser bom. Os extraterrestres em “The Mist” cumprem a sua função, a de conquista de massas, o resto fica para espectadores mais atentos. O final… bem… penso que é exagerado mas “caramba” é muito bom : )

Valia resmas de bilhetes não tivesse saído já em vídeo.

28 de janeiro de 2009

My Blueberry Nights [O Sabor do Amor]


Ano: 2007
Realização: Kar Wai Wong




O realizador chinês pega na cantora Norah Jones para nos mostrar como é que uma mulher reaprende a gostar de si depois de uma desilusão de amor.


Este é um bom filme que, embora corra junto, chegando mesmo por vezes a calcar, da linha do “romance de domingo a tarde” (como na lamentável cena em que se discute a “solidão” da tarte de mirtilos) não cai nos cliches dos género e surpreende-nos com a sua capacidade de se reinventar quando pensamos já conseguir anteceder o final.
De realçar a belíssima banda sonora, que tem uma papel quase palpável no filme; a forma como o realizador usa e abusa dos efeitos de luz e das cores brilhantes; a magnifica interpretação de Rachel Weisz que rouba todas as cenas em que entra (sendo claramente e de longe o melhor desempenho do filme) e a belo cena do beijo, que tanto deu que falar. Pela negativa, Jude Law que quando leu o guião deve ter pensado que este filme era mesmo um “romance de domingo a tarde”; e Norah Jones que por muito que se esforce é cantora, não é actriz (e isso nota-se).




Enjoy (mais que não seja porque de certeza que já perdeste tempo a ver filmes piores)



David o golias

Mister Lonely


Ano: 2007
Realização: Harmony Korine

Este filme é um Freak Show dos antigos, que serve em ultimo caso para o espectador delimitar a sua noção de cinema e se o filme se insere nela ou não (eu ainda não sei).


Surreal do princípio ao fim, faz-nos viajar entre a perplexidade do “o que é que é isto” e o sorriso em algumas cenas que mais que cómicas são engraçadamente provocadoras.
Decididamente não via algo assim de tão estranho desde um espectáculo de “lesbian art” que vi na abertura de um festival de teatro em Estocolmo



Enjoy (depende em muito da “quantidade” e da “qualidade”)



David o golias

Eastern Promises [Promessas Perigosas]


Ano: 2007
Realização: David Cronenberg
Prémios:
- Best Actor[Viggo Mortensen] - British Independent Film Award (2007)
- People's Choice Award - Toronto International Film Festival (2007)




Visão crua e violenta do mundo da máfia russa sediada em Londres (e se são fdidos aqueles russos…).


É um filme consistente, com uma boa narrativa, um bom andamento, e ainda que não seja algo de nunca visto é um filme que vale o tempo que demora.
No bom esta o fantástico desempenho (e o empenho) de Viggo Mortensen e a brutal cena de pancadaria na sauna(claramente a melhor cena de pancada dos últimos tempos do cinema), enquanto que no menos bom estão Naomi Watts e Vincent Cassel (pelas suas personagens cliche que no entanto não estragam… apenas não abrilhantam como talvez fosse suposto)




Enjoy (quando der na sic ou na rtp)



David o golias

19 de janeiro de 2009

[Rec]


Ano: 2007
Realização: Jaume Balagueró; Paco Plaza
Prémios:
- Silver Scream Award - Amsterdam Fantastic Film Festival (2008)
- Audience Jury Award; International Fantasy Film Award - Fantasporto (2008)
- Best New Actress [Manuela Velasco]; Best Editing - Goya Awards (2008)
- Audience Award; Best Actress [Manuela Velasco]; Best Director - Catalonian International Film Festival (2008)


Grande grande hora e meia de cinema, que mais do que o terror, provoca o susto e a inquietação, deixando o espectador num constante estado de desassossego.


Conta a história de uma equipa de reportagem de uma Tv espanhola que no decorrer de uma reportagem sobre os bombeiros locais sai com eles a atender a uma emergência…
Este filme consegue aquilo que o “blair witch project“ tentou, mostrando que uma técnica de filmagem de first person não esta a partida condenada ao fracasso e ao ridículo. Fora este comentário técnico (que vindo de um leigo, vale o que vale), nada mais a dizer alem de repetir que este é de facto um grande grande filme, bem conseguido em tudo, consistente, com um bom ritmo, e que não precisa de se apoiar no gore visual para se fazer valer.


Com filmes como este corremos o risco de ficar mal habituados, tanto por culpa do cinema espanhol, como por culpa deste realizador (Jaume Balagueró que ate agora ainda não soube falhar)




Enjoy (de certeza)



David o golias

Funny Games U.S. [Brincadeiras Perigosas U.S.]



Ano: 2007
Realização: Michael Haneke
Prémios:
- One to Watch Male [Brady Corbet] - Young Hollywood Awards (2008)

Falar deste filme requer dois parágrafos completamente diferentes:

O primeiro, sobre o filme em si:

Este é um grande filme, que tem tanto de bom, como de estranho e provocador. É um filme sobre a capacidade do Homem em ser malicioso, destrutivo, sádico, inconsequente, amoral... (e a lista continua, aumentado o numero de adjectivos com o decorrer do filme), mas também sobre a capacidade se sofrimento, de dor e de desespero. Pode ser considerado excessivamente violento em parte devido a sua inegável e constante violência, em parte também devido ao molde por vezes quase documental (sendo quase um ensaio) em que é filmado. O casting é perfeito, sendo perfeito+ no que se refere as escolhas de Michael Pitt e Brady Corbet (basta ver para entender o porque)

O segundo, sobre o “porque” deste filme:

Funny Games U.S. é um remake frame to frame de um filme de 1997 do mesmo realizador chamado: Funny Games… O filme original, austríaco, é tão bom como este, sendo que os filmes são iguais (não idênticos mas sim completamente iguais) em tudo excepto nos actores ( e se já disse que o casting da versão norte americana é perfeito, digo agora que os actores austríacos estão muito bem também, tendo face aos norte americanos a vantagem de, sendo para o publico em geral desconhecidos, não terem que se descolar de personagens anteriores, dando assim mais realismo ao aspecto “documental” do filme). Essa diferença não é nem de longe nem de perto uma boa justificação para o remake.

É então um óptimo filme que não precisava de ser feito (ate nisto o filme é ambíguo e estranho)


Enjoy (provavelmente)


David o golias

Paranoid Park



Ano: 2007
Realização: Gus Van Sant
Prémios:
- 60th Anniversary Prize, Cannes Film Festival (2007)


Um filme que a mim me soube a total desilusão. Não que o filme seja péssimo, mas é mau, e portanto muito abaixo do nível a que o realizador nos habituou.
Conta a história de um adolescente norte-americano que descobre o significado das palavras “remorso” e “culpa”…
As personagens são fracas, pouco carismáticas e desinteressantes, o enredo é quase nulo (se bem que com rasgos de uma pretensiosa complexidade moral) e a velocidade do filme pode ser apelidada de sonolenta.
De bom, a conjugação entre as imagens e a musica e alguns movimentos de câmara que nos relembram que este é um filme de Gus Van Sant (duas características que não chegam para salvar o filme).
Não recomendo, mas também não crucifico… acredito que haja gente que gosta (mais que não seja, pela inegável qualidade do realizador), mas eu não sou um deles.




Enjoy (tenho duvidas)


David o golias

4 de janeiro de 2009

Mongol

Ano: 2007
Realização: Sergei Bodrov
Prémios:
- Audience Award Best Film, European Film Award (2008)


Aqui esta um filme sobre um homem de guerra, que vale principalmente pelas cenas de paz. Entra como um épico sobre Genghis Khan, para que passados alguns minutos se perceba que o filme não é nem épico, nem sobre o Khan em si, mas antes sobre o homem que se torna em Genghis Khan (tal como em “Diarios de Motocicleta”, um prelúdio da Figura).
Grande direcção de fotografia, esplêndidas paisagens que percorrem a Mongólia pelas quatro estações do ano, e que completam um argumento de forte influencia oriental na sua maneira de contar a historia (com grandes saltos temporais e alguns dados que o realizador não quer explicar, e pede ao espectador para simplesmente os aceitar.).
As cenas de batalhas deixam a desejar, tanto pela magnitude como pelo nível de violência que deveria ser maior (tendo em conta o “quem” e o “quando” do filme), mas sem deixar de referir o esquadrão especial de cavaleiros que aparecem na última batalha… claramente o melhor pormenor do filme.
Um filme porreiro que não é nenhuma loucura mas que vale pelo menos as 2 horas que demora.

Enjoy

David o golias